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Arquidiocese de Maceió adere à campanha contra o Trabalho Infantil

Parceria com o MPT divulgará #ChegadeTrabalhoInfantil nas redes sociais e veículos oficiais de comunicação da Arquidiocese, como forma de divulgar campanha junto às paróquias

Maceió/AL - A Arquidiocese de Maceió se juntou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador de Alagoas (Fetipat-AL), em apoio à campanha nacional #ChegadeTrabalhoInfantil. A Arquidiocese iniciará uma campanha em suas redes sociais e veículos oficiais de comunicação pela conscientização contra a exploração de crianças e adolescentes no estado, enquanto o MPT ficará à disposição para as comunidades com palestras sobre o tema.

Lançado em 2017 em todo o país, a campanha #ChegadeTrabalhoInfantil tem o objetivo de engajar internautas e toda a sociedade, incentivando-os a postar o gesto da hashtag em seus perfis como forma de apoio à causa contra a triste realidade da exploração infantil. O arcebispo Dom Antônio Muniz destacou a importância em duvulgar a campanha junto às paróquias. “Será um prazer apoiar esta campanha. Desde que tivemos o primeiro encontro já iniciei uma linha de ação com o clero e pedi que iniciassem um trabalho de mobilização em suas paróquias”, explicou.

Em junho do ano passado, durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Maceió, a procuradora do Ministério Público do Trabalho Virgínia Ferreira pediu o engajamento de toda a sociedade civil e do poder público pelo fim da exploração do trabalho de crianças e adolescentes em Alagoas. Na oportunidade, Virgínia Ferreira destacou, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2015, que Alagoas teve uma redução de mais de 70% nos casos de trabalho infantil, quando os números caíram de 123 mil (em 2006) para 31 mil (2015).

A coordenadora-geral do Fetipat-AL, Railene Cunha, falou sobre a parceria. “O que não podemos ter são crianças e adolescentes sendo explorados, nas ruas como pedintes. Muitos saem da escola e vão para as esquinas, e se envolvendo com o mundo das drogas”, colocou. Ela ainda colocou que a lei é clara em relação ao trabalho infantil. “As igrejas tem um papel importante na divulgação da lei que protege as crianças e adolescentes”, expos. 

Números oficiais

Apesar da melhoria com a retirada de 17 mil crianças e jovens alagoanos da linha de trabalho, Alagoas ainda ostenta um grande número de menores - 31 mil, com faixas etárias entre 5 e 17 anos - atuando em diversas atividades laborais e, ainda, sem as mínimas condições de saúde, higiene e segurança.

Com informações Marcos Fillipe - Comunicação da Arquidiocese de Maceió

 

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