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Instituições reativam Fórum Alagoano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos

Iniciativa para reativar o fórum partiu da Sesau, ao identificar aumento do número de pessoas intoxicadas por esses produtos; Ministério Público do Trabalho integra instituições que fazem parte do fórum

Maceió/AL – Instituições públicas e organizações da sociedade civil se reuniram na última terça-feira (24), em Maceió, para reativar o Fórum Alagoano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (Facia/AL). O fórum foi criado com o objetivo de promover ações integradas para a proteção à saúde da população, do trabalhador e do ambiente, a partir dos males causados por agrotóxicos, transgênicos e produtos afins.

No encontro anual do fórum, realizado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/AL), foram definidas diretrizes para a eleição de coordenador, coordenador adjunto e secretário executivo, que deve acontecer em nova reunião marcada para 22 de outubro. A iniciativa para reativar o fórum partiu da Secretaria de Saúde de Alagoas (Sesau), ao identificar que o número de pessoas intoxicadas no estado por esses produtos químicos tem crescido, adoecendo principalmente o agricultor rural, que utiliza, na maioria das vezes, o agroquímico sem prescrição ou qualquer tipo de assistência.

Fórum busca promover ações para a proteção da saúde da população, do trabalhador e do ambiente (Fotos: Rafael Maia/Ascom MPT)
Fórum busca promover ações para a proteção da saúde da população, do trabalhador e do ambiente (Fotos: Rafael Maia/Ascom MPT)

A supervisora do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Estado (Cerest/AL), Cláudia Simões, afirmou que uma parceria com a Fiocruz permitirá identificar os locais com os maiores índices de intoxicação por agrotóxicos. “O Cerest tem uma parceria com a Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz]. Já fizemos uma primeira pesquisa e, agora, vamos realizar a segunda etapa a partir de outubro, para saber em que locais do Estado estão tendo maior incidência de pessoas intoxicadas por agrotóxicos. O ponto inicial foi Arapiraca, porque lá tem um número grande de pessoas que estão adoecendo pelo agroquímico”, disse.

Uma das instituições que integram o fórum, o Ministério Público do Trabalho (MPT) demonstrou preocupação com o tema e ressaltou o compromisso em colaborar com ações de combate junto aos demais integrantes do fórum. “No mundo todo há uma preocupação muito grande com o assunto, porque determinados agrotóxicos são aprovados no Brasil mas são proibidos na maioria dos países. Existe essa preocupação, no sentido de realizarmos ações concretas, até de tentar retirar alguns desses agrotóxicos de circulação. Nesse sentido, o Ministério Público do Trabalho está à disposição para colaborar com a reativação do fórum”, explicou o procurador-chefe do MPT, Rafael Gazzaneo.

Procurador-chefe do MPT, Rafael Gazzaneo demonstrou preocupação com o tema e afirmou que instituição está à disposição para colaborar com a reativação do fórum
Procurador-chefe do MPT, Rafael Gazzaneo demonstrou preocupação com o tema e afirmou que instituição está à disposição para colaborar com a reativação do fórum

Já o procurador do MPT Rodrigo Alencar também alertou que o maior prejudicado pelo uso dos agrotóxicos em Alagoas acaba sendo o pequeno produtor rural, que não recebe assistência técnica necessária. “A secretaria de saúde detecta que esses produtores entram nas unidades de saúde com quadros de intoxicação, que, em muitos casos, são causados pelo uso inadequado e desenfreado desses produtos. Não falta força de vontade dos órgãos de assistência técnica, mas falta pessoal, faltam recursos, por isso é tão importante o engajamento das instituições nesse tema de interesse de todos”, explicou.

Procurador Rodrigo Alencar alertou que o maior prejudicado pelo uso dos agrotóxicos em Alagoas acaba sendo o pequeno produtor rural
Procurador Rodrigo Alencar alertou que o maior prejudicado pelo uso dos agrotóxicos em Alagoas acaba sendo o pequeno produtor rural

Até a data da eleição para a nova coordenação, um grupo de trabalho formado por integrantes do fórum apresentará propostas para a construção de um plano de ação voltado ao combate do uso dos agrotóxicos no estado.

 

Com informações Ascom Sesau/AL

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